CYNTHIA
BEZERRA

Te convido a refletir
questões emocionais

CYNTHIA
BEZERRA

Te convido a refletir
questões emocionais

Quem sou eu

Psicóloga de formação, psicoterapeuta, estudiosa da Psicanálise pelo Corpo Freudiano do Rio de Janeiro, e especialista em Psicologia hospitalar pela Santa Casa de misericórdia do Rio de Janeiro, sendo também autora do livro “Consultório de Psicologia”, Editora Autografia, 2018.

O livro traz 26 artigos com os 26 temas que mais surgem no consultório. Cada artigo é encerrado com uma receita culinária minha, já que acredito que cada um de nós consiga transmutar conflito e dor em Arte quando explora seus próprios talentos. Além da escrita, tenho a culinária como um dos meus talentos.

cynthia

“É em meio às
panelas que me
arrumo por
dentro.”

Consultório de Psicologia

Não são textos científicos, mas sim observações do cotidiano e da clínica, escritos em uma linguagem de fácil entendimento para convidar o leitor à reflexão.

E como uma verdadeira amante da culinária, compartilho uma deliciosa receita gastronômica em cada texto, para adoçar ainda mais a leitura.

Foram feitos 3 Lançamentos do Livro “Consultório de Psicologia” e duas edições praticamente esgotadas.

Existem alguns exemplares ainda a disposição para envio pelo correio.

Entre em contato comigo pelo direct e enviarei em breve para você.

Siga meu instagram

@cynthiabezerraoficial

“É em meio às panelas que me arrumo por dentro.”

Consultório de Psicologia

Não são textos científicos, mas sim observações do cotidiano e da clínica, escritos em uma linguagem de fácil entendimento para convidar o leitor à reflexão.

E como uma verdadeira amante da culinária, compartilho uma deliciosa receita gastronômica em cada texto, para adoçar ainda mais a leitura.

Foram feitos 3 Lançamentos do Livro “Consultório de Psicologia” e duas edições praticamente esgotadas.

Existem alguns exemplares ainda a disposição para envio pelo correio.

Entre em contato comigo pelo direct e enviarei em breve para você.

Não são textos científicos, mas sim observações do cotidiano e da clínica, escritos em uma linguagem de fácil entendimento para convidar o leitor à reflexão.

E como uma verdadeira amante da culinária, compartilho uma deliciosa receita gastronômica em cada texto, para adoçar ainda mais a leitura.

Aprecie alguns trechos e receitas contidas
no livro Consultório de Psicologia

Solidão e Solicitude

Capeleti in brodo

A solidão comparece quando não me permito trocar figurinhas, fazer gafes, viver sem tanta expectativa, ouvir o que o Outro tem a dizer, a entrada do novo, trocar de lugar… O que dói na solidão é a companhia da dor que muitas vezes não queremos abandonar.

Para os que cozinham com algum prazer, o simples ato de escorrer uma massa ainda quente é capaz de promover minutos de um profundo encontro. Enquanto aquele vapor sobe pelo rosto a gente traz a Itália para perto, a musica preferida de um filho, o diploma de final de um curso, a solução para o nosso problema, uma luz sobre o conflito de um outro. Em momentos simples como esse e como tantos outros podemos estar preenchidos de sentido, de marcas da nossa história, de alguma clareza onde precise iluminar, de planos que podem nascer ali… Acompanhados nesses momentos, ou não, é preciso certa autonomia para se ausentar dali e não deixar a plenitude faltar.Então o tempo para às duas, para a solidão e para a solitude.

A solidão desconstrói e é escolha e opção. Ela evita o próprio reflexo porque teme a confissão. A solitude restaura.

Ela permite que alguns se cheguem, outros não. Ela consegue reunir todo mundo sem fazer confusão, sem se perder de si mesma, sem invadir demais o terreno do outro, sem perder o próprio chão. A solidão, apesar de só , apesar de ordenada e silenciosa, faz algazarra do nada, se assusta sem barulho, sem roteiro, sem perspectiva, sem horizonte.Esperar por um telefonema é solidão. Rememora-lo é solitude. A gente completa a conversa, corrige silêncios, evoca aquilo que faltou, melhora a entonação.

A solitude é prêmio que homenageia os que aprenderam com a própria companhia, que admiram uma certa ausência, os que se permitem perdão. Ela gosta de espelhos e também adora quando outros estão.

Capeletti in brodo

Prepare um caldo:

Em uma panela de pressão, refogue 1 coxa de frango com pele e osso em cebola picada e alho amassado. Adicione a esse refogado um pedaço pequeno de músculo e doure a carne também. Acrescente 1 cebola pequena com casca e tudo, 4 dentes de alho inteiros, 1 cenoura cortada ao meio, 2 talos de aipo, 2 folhas de louro, 1 maço de salsa. Cozinhe na pressão por 40 30 minutos.
Coe o caldo a corrija sal e pimnta.

Nesse caldo cozinhe 200gramas de capelletti recheado do sabor da sua preferenvia. A massa deve ficar al dente. Sirva em um bowl e salpique lascas de queijo parmesão ralado.

Rastros de
GUERRA E PAZ

Batatas ao murro sob
um creme único

É claro que aqui não se trata de fazer uma dissertação sobre as possíveis “franquias” da rede terrorista da Al-Qaeda nessa guerra civil síria. Muito menos de se fazer um percurso teórico sobre as causas os as razões humanas que levaram desde sempre ao pensamento e a ideologia bélica. Porque belicosos somos nós. Ou não…A observação da clinica psicanalítica acompanha isso desde o jardim da infância, quando para a manutenção do próprio “território” crianças são capazes de matar ou morrer, de conciliar ou desagregar….

Nem tão pouco desejamos retratar a participação dos países em guerras; foram mais de uma, e estiveram munidas de simples espingardas ou rifles, à bombas que fizeram Hiroshima chorar…

Que junto do trigo vem em seguida o joio, a gente sabe. Que nas fronteiras entre países vizinhos misturam-se famílias e crianças, forasteiros, terroristas e fanáticos religiosos também… Mas a gente avista em meio a esse “discurso” uma fala do ser humano que rejeita antes de mais nada a existência do outro, porque se supõe autossuficiente, melhor. Não somos…A reforma psiquiátrica no Brasil e no mundo baseou-se em tratar o doente mental e devolve-lo a família e a sociedade retirando-o dos manicômios.. Seus transtornos são genéticos e biológicos sim, mas foram produzidos pelas “doenças” da cultura, do comportamento, da família, do humano…

Essa questão “logística” que determinou assim que nascemos quem fica do “lado de dentro ou do lado de fora”, quem “pede no sinal e quem ajuda”, quem “tem e quem não tem”, quem “sabe e quem não sabe”, não nos obriga a aquiescer e concordar com a perversidade da exclusão. A isso a gente pode renunciar ou acolher; livre arbítrio, lembra…?

O italiano povoou o mundo e seu povo sofreu como poucos as consequências impiedosas do pós guerra. Deixaram para trás terras divididas e marcadas pelos sinais da ganância, do poder e da onipotência. Sim, porque o Império romano primou perversamente por dividir para reinar. Mas tarde na clínica psicanalítica pude observar esse fenômeno triste e cruel onde pais ou familiares promovem a discórdia e a separação entre irmãos e parentes desejando minimizar a força que toda e qualquer união promove, e com isso reinarem absolutos… apesar de sozinhos.O índio deprime porque perde o direito a sua subjetividade, a sua “rudimentar” maneira de existir… Perde terras, é verdade. Mas sofre ainda mais porque para chegar até o branco precisa se “vestir”. E o que pra nós é vestimenta retira dele a ” própria pele”…

Para se fazer representar precisa “aprender inglês”. Seu ritual da dança e da magia, da caça e da reza pouco significam para o povo “letrado”. E assim ele se corrompe para conseguir transmitir aquilo que é desejo ou necessidade…

Batalhas demandam estratégias, exigem técnica, assoberbam nosso corpo e desnutrem nossa alma.Nas guerras, “homens pequenos” vendem o que nunca possuíram enquanto os melhores exemplares da raça humana se veem obrigados a adquirir, para sobreviver, códigos que nunca fizeram parte do seu “default”.Territórios inteiros são destruídos e todos voltam para casa sem saber ao certo, a que domínio pertencem agora. Ninguém mais mora em lugar nenhum porque o que restou desse malabarismo de almas são sujeitos sem pertencimento e sem paz…

Exércitos de Brancaleones com suas inúmeras feridas se verão obrigados a interromper combates para que se possa fazer o balanço da operação…

Então chega um momento da vida onde abandonamos mandamentos enquanto optamos por fazer as pazes com a vida aceitando-o do jeitinho que ela é. Chega um momento da vida onde decidimos dar uma folga as pontas dos nossos pés que até então se viam ocupados alternadamente em equilibrar-se em saltos ou chutar baldes que se opunham ao nossos caminhos.Podemos nessa etapa da jornada simplesmente desviar de obstáculos ao invés de travar batalhas com eles…
Isso somos.

Batatas ao murro sobre um creme único

Ferva em agua salgada 800 gramas de batata bolinha com casca; mais ou menos 25 minutos. Escorra e amasse-as levemente com a palma de mão. Reserve.

Aqueça 2 xicaras de creme de leite fresco, a manteiga, o alho, um punhado de alecrim fresco e saávia. Qunado começar a ferver tempere com sal e pimenta e deixe fora do fogo por 15 mimutos para que o sabor do molho fique mais apurado.

Coe o molho sobre as batatas retirando as ervas. Salpique laminhas de queijo parmesão e leve ao forno por 10 minutos.

Depressão

Mousse de Chocolate que abraça a alma

A depressão é uma doença que instala no indivíduo sentimentos como tristeza profunda (sem fim), amargura, desencanto, desânimo, culpa, níveis baixos de autoestima, e alterações no sono e no apetite.

É importante que se faça distinção entre e tristeza e Depressão. A primeira é um sentimento natural e absolutamente esperado daqueles que atravessam uma perda, uma separação, uma mudança de domicilio, o final de um projeto importante, o abandono de rotinas que geravam segurança, a viagem de um filho, ou dificuldades econômicas. É compreensível que esse sujeito leve um tempo – que é muito singular, para se adaptar a essa nova realidade.

No caso da Depressão temos uma doença da psique (da mente) que apresenta como grande diferencial a dificuldade e até mesmo a impossibilidade naquele momento de resignificar um evento doloroso e uma perda.

Ao não conseguir encontrar novos sentidos e simbolizar de maneira mais assertiva essa experiência traumática, a doença se instala silenciosa e progressivamente. Daí a grande importância de se obter um diagnóstico o mais cedo possível. O uso combinado de medicamentos em quadros moderados ou graves se faz necessário. É uma doença que exige acompanhamento médico-psicológico sistêmico.

As alterações do sono e do apetite são sinais quase sempre presentes em quadros de Depressão e por si só já nos servem como uma clara metáfora do distúrbio neuroquímico sim, mas acima de tudo do transtorno expresso pela psique (mente). Já que esse estado depressivo supõe uma perda e um luto é fácil imaginar esse organismo como um todo tratando nesse momento de elaborar esse novo evento, quase como um aparelho digestivo trata naturalmente de digerir um novo e sobretudo “pesado” alimento. É claro que nesse exemplo temos uma metáfora mas muito apropriada quando exemplifica o imenso esforço realizado por todo um aparato físico e psíquico já que se sabe que corpo e mente jamais estarão dissociados Uma falta de interesse e apatia comparecem no sujeito com Depressão mas há que se ouvir de que “lugar” esse sujeito fala dessa falta de sentido.

 

” ah, deixe-me sossegar, não me sonhem nem me outrem, se não quero me encontrar, quererei que outros me encontrem?” – Fernando Pessoa

 

A mídia incluindo a eletrônica e o imenso mercado do consumo insistem em vender a todos uma ideia enganosa de felicidade e de bem-estar a qualquer preço, quando nenhum dos dois reflete uma possível radiografia da alma.

Quanto mais essa ideologia se faz representar mais o sujeito se afasta do contato necessário com a sua dor, muitas vezes a própria dor de existir. É importante lembrar que o balanço de ganhos e perdas vivido por cada um estará sendo resignificado ao longo de toda a vida. E isso é um processo que não é estático. E porque é dinâmico nos possibilita novos arranjos profissionais, familiares e amorosos. Àqueles que nesse momento muitas vezes não veem saída porque a Depressão ocupou temporariamente o lugar de novos sentidos e de outras direções: convoque, inclua, acolha, escute, silencie, respeite esse momento em que cala uma dor.

E que em uma direção contrária a tudo isso possamos nos permitir uma trégua nessa busca desenfreada pelo sucesso e pela felicidade. Já que se sabe que a vida é a arte do possível.

Mousse de chocolate que abraça a alma

Ingredientes:

6 ovos, 1/2 xícara de açúcar, 1 pitada de sal, 1 barra de chocolate meio amargo, manteiga sem sal,
Derreta a barra de chocolate em 1 colher sopa de manteiga sem sal e em banho-maria. Reserve.
Separe as gemas das claras. Bata as gemas até que estejam com uma cor amarelo-claro (cor de gemada). Adicione aos poucos e com a batedeira ligada o açúcar peneirado. Continue batendo mais 3 minutos.

Junte o chocolate derretido a essa gemada e bata mais 1 minuto. Reserve.
Bata as claras em ponto de neve e junte à elas 1 pitada de sal.
Reúna agora a gemada de chocolate às claras em neve mexendo devagar e delicadamente, de cima para baixo para que não se perca o aerado que as claras dão á mistura. Coloque em um bowl médio de vidro e leve para a geladeira durante 12 horas. Sirva-se a se beneficie das maravilhas que o chocolate oferece.

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